AS PERSCEPTIVAS NA AVIAÇÃO EM 2018 PARA O MERCADO DE PILOTOS

    Por Denis Bianchini

    Mais um ano se inicia e para quem está começando na aviação ou para aqueles que já estão formados, surge a pergunta: “E esse ano as coisas vão melhorar na aviação?”.

    Fazer previsões em nosso país não é algo fácil, dada a instabilidade econômica e politica a que estamos constantemente submetidos, mas com os dados atuais vamos tentar analisar o cenário da aviação para este ano de 2018.

    Sem dúvida este ano estamos com expectativas muito mais positivas se comparadas as do ano anterior. Me lembro que no ano passado durante a gravação do vídeo para o canal da eBianch onde falávamos sobre as perspectivas para 2017, os dados não eram nada animadores e o cenário era um tanto quanto turvo.

    Felizmente a partir do segundo semestre já começamos a vislumbrar um melhor cenário, com as empresas aéreas iniciando contratações e trazendo mais animo aos pilotos em início de carreira.

    Para 2018 temos uma economia em recuperação lenta mas constante, com os economistas prevendo um crescimento do PIB acima de 2.5%. Mas o que o PIB tem a ver com a carreira de quem está começando na aviação?

    De forma bastante resumida, podemos dizer que com a economia aquecida a demanda por voos aumenta, as empresas precisam aumentar a oferta e consequentemente o seu quadro de pilotos. Para 2018, pelas informações obtidas em sites especializados, como o Aviação e Mercado, apenas LATAM e AZUL planejam contratar quase 500 copilotos.

    Falamos tanto nas empresas aéreas pois são elas que de certa forma ditam os rumos do mercado de trabalho na aviação. Quando as empresas aéreas contratam, elas contratam em números expressivos (500 copilotos ao ano, por exemplo), e isso obviamente traz consequência para todo o mercado.

    O ciclo geralmente ocorre da seguinte forma. Os pilotos acumulam horas de voo dando instrução em aeroclubes ou escolas de aviação, voando em empresas de táxi aéreo ou na aviação geral. Depois de certo tempo esses pilotos atingem a experiência prática (horas de voo) requerida pelas principais empresas aéreas (de 250 a 500 horas de voo, em média) e estão prontos para subir mais um step na carreira.

    Quando a aviação está estagnada, esses pilotos permanecem nesses empregos de base, digamos assim, até que o mercado volte a se aquecer para que eles consigam mudar de emprego e continuar a ascensão na carreira.

    Assim que as empresas aéreas voltam a contratar, elas “puxam” esses pilotos da aviação de base, abrindo caminho para que os pilotos que acabaram de se formar consigam emprego num aeroclube, escola de aviação, taxi aéreo ou aviação geral. Dessa forma a roda vai girando!

    E quais são os requisitos mínimos para participar da seleção em uma companhia aérea? Abaixo listamos os requisitos mais frequentes.

    – PC/MULTI/IFR

    – CMA de 1ª classe de PLA

    – CCT de PLA

    – ICAO 4

    – de 200 a 500 horas de voo (varia de empresa para empresa)

    – Jet Training

    Com estes dados em mãos, agora é hora de se preparar para futuras seleções, pois felizmente as perspectivas para 2018 são bastante positivas!

    Um ótimo ano para todos nós pessoal!

    Assistam o vídeo sobre as perspectivas para 2018 e as necessidades de estudos e preparos.

     

     

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