TAP ESTÁ CONTRATANDO COPILOTOS.

    TAP ESTÁ CONTRATANDO COPILOTOS. DENTRE OS REQUISITOS: 250H, PORTUGUÊS FLUENTE, ICAO-4+ E LICENÇAS EASA.

    A CIA abriu um processo seletivo para copilotos que ilustra bem os atuais critérios de empregabilidade na aviação internacional:

    Um cidadão brasileiro não teria dificuldades para, por meio do Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta Brasil-Portugal atualmente em vigor, qualificar-se regularmente para trabalhar como piloto em Portugal.

    O domínio do idioma português também é uma vantagem para os brasileiros – e, quanto às 250h horas de voo, qualquer INVA atuando há seis meses em aeroclube brasileiro também tem. ICAO-4+ (com um bom “plain english”) e conhecimentos básicos de informática… Bem, isso já não é para qualquer um, mas nada do outro mundo também. porém, a coisa começa a complicar a partir dos requerimentos EASA.

    Pouquíssimos brasileiros possuem a carteira de PC-IFR/MLTE, o PLA teórico e o MCC (mais ou menos equivalente ao nosso jet training) EASA. A nossa “tradição de formação estrangeira” é americana, e quem pensa em uma carteira de piloto emitida por alguma entidade governamental não brasileira logo pensa na PPL-Private Pilot License FAA, emitida a jato e sem complicação em qualquer escritório da autoridade de aviação dos EUA (hoje em dia, isso requer ICAO-4+, a maior dificuldade).

    Com ela, já dá para fazer um traslado de Bonanza ou Cessna para o Brasil*, ou para alugar um Piper Archer nas férias e fazer turismo aeronáutico nos EUA. Um passo além é tirar o CPL-Commercial Pilot License numa aviation school e, quem sabe, conseguir um green card para voar nos EUA. Mas quase ninguém investe em formação EASA.

    (*Obs.: Para realizar um voo de traslado para terceiros, sob remuneração, a licença correta é a CPL – muito embora seja muito comum que isto aconteça com a PPL.)

    A questão é que o mercado de trabalho americano é muito fechado, no caso da aviação – e a administração Trump não deverá aliviar para os estrangeiros. Mesmo com o “apagão de pilotos” que a aviação dos EUA atravessa, será muito difícil que eles se abram para a mão-de-obra estrangeira.

    Fato semelhante acontece na Europa, mas devido à nossa própria colonização, parcela considerável da população do Brasil é elegível à cidadania européia – sem contar o caso específico de Portugal e o tratado com o Brasil, acima citado.

    Portanto, para um piloto brasileiro – já formado, em formação, ou mesmo (e principalmente!) em fase planejamento para iniciar os estudos – é muito importante avaliar a possibilidade de obter as licenças EASA. Mesmo com o mercado brasileiro se recuperando, como parece estar começando a ocorrer.

     

    .E para quem já tiver condições de se candidatar a esta vaga da TAP, eis o link oficial da empresa. Boa sorte!

    P.S.: Quem tiver a hab.TIPO do A320 com 500h+ de experiência respectiva e formação superior, mais ICAO-5/6, acho particularmente interessante aplicar para a vaga.

    Este artigo foi inicialmente publicado no Blog do Instituto Para Ser Piloto com autoria de Raul Marinho

    Contato Vida de Piloto

     

     

    2 COMENTÁRIOS

      • Renato, faremos um artigo especifico sobre o tema. Obrigado pela sugestão. Mas cabe lembrar que quem deseja carreira internacional terá que investir nela. Nada vem por acaso em uma profissão tão exigente e regulada como a de piloto.

    Comments are closed.